quinta-feira , 27 novembro 2014
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Na Hora da Zona Morta


Adaptação do Livro: A Zona Morta (The Dead Zone, 1979)


Adaptação do Conto: ———-


Título Original: The Dead Zone


Ano de Produção: 1983


Duração: 103 minutos (1 hora e 43 minutos)


Data de Estreia nos EUA: 21/10/1983


Data de Estreia no Brasil: ———-


Elenco: Christopher Walken, Martin Sheen, Tom Skerritt, Brooke Adams


Direção: David Cronenberg


Distribuidora: Paramount Pictures


IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0085407/


Sinopse: Após sofrer um terrível acidente e ficar anos em coma, John Smith, um simples professor, inexplicavelmente adquire o poder de ver o futuro das pessoas ao tocá-las. Enquanto vai tentando reorganizar sua vida, Johnny vai ajudando pessoas cujos futuros são trágicos, incluindo a própria polícia, no caso de um serial killer. Porém, ao tocar Greg Stillson, um candidato à presidência dos Estados Unidos, Johnny prevê que o homem causará um holocausto que custará a vida de milhões de pessoas. Sem muitas alternativas, o desesperado vidente precisa decidir o que fazer antes que Stillson fique definitivamente fora de seu alcance.


Disponível no Brasil em: DVD & VHS


CURIOSIDADES

 Antes do acidente, Johnny fala para seus alunos lerem A Lenda de Sleepy Hollow, um livro sobre um cavaleiro sem cabeça que aterroriza uma pequena vila. Christopher Walken (Johnny Smith), estrelaria, 16 anos depois, o filme “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça”, de Tim Burton, fazendo o papel do próprio cavaleiro.

 O personagem de Martin Sheen, Greg Stillson, diz que “previu” que será o Presidente dos Estados Unidos. Sheen, interpretaria o próprio na minissérie “Kennedy”, daquele mesmo ano, e no seriado “West Wing: Nos Bastidores do Poder”.

 O diretor David Cronenberg teve de regravar a cena em que John Smith tem sua primeira premonição. Ela mostrava o quarto de uma garotinha queimando, e um bonequinho do E.T. (sim, o do filme de Spielberg) podia ser visto em uma das estantes. A cena foi regravada quando a Universal Pictures (produtora do filme “E.T.: O Extra-Terrestre”) ameaçou processá-los.

 Este filme, assim como o romance de King, são levemente baseados na vida do famoso psíquico Peter Hurkos. Hurkos disse ter conseguido seus poderes  após cair de uma escada e bater a cabeça.

 Para fazer os espasmos de John Smith parecerem involuntários e mais reais, o diretor Cronenberg assustava Christopher Walken ao disparar uma bala de festim por trás das câmeras, com uma Magnun .357. Foi ideia do próprio Walken.

 Em certa parte do filme, um fotógrafo tira fotos comprometedoras de Greg Stillson, interpretado por Martin Sheen. O fotógrafo é interpretado por Ramon Estevez, filho de Martin, e irmão de Charlie Sheen e do ator Emilio Estevez, este que foi o protagonista da adaptação “Comboio do Terror”.

 Este é um dos três filmes de David Cronenberg cuja trilha sonora não foi composta por seu amigo, o compositor Howard Shore (que iria compor a trilha sonora da trilogia “O Senhor dos Anéis”, 18 anos depois). Isto por causa da política do estúdio (a Paramount) de que o filme deveria possuir um compositor mais familiar ao estúdio para escrever a trilha. Michael Kamen, que havia composto a trilha de “Venom”, foi o escolhido.

 Um dublê ficou bastante queimado nas pernas e na virilha quando uma das bombas de efeitos especiais explodiu perto demais dele, durante as gravações do flashback da guerra.

 Há várias cenas deletadas que foram filmadas mas nunca mostradas em público, suspeitas de terem sidas destruídas antes do lançamento do filme. Entre elas: um prólogo mostrando John Smith quando criança (interpretado por Stephen Flynn), sofrendo uma pancada na cabeça durante uma partida de hóquei; cenas que mostravam o ator Sean Sullivan como o pai de John; e uma cena alternativa da visão de John da cena do Acampamento David (com Martin Sheen), em que o próprio John aparece na visão como um simples espectador. Fotos dessas cenas apareceram na edição de dezembro/83 da revista Cinefantastique.

 Hal Holbrook era a escolha original de Cronenberg para interpretar o xerife Bannerman, mas o produtor Dino De Laurentiis rejeitou a ideia por nunca ter ouvido falar de Holbrook na época, embora o ator tivesse feito “Creepshow: Show de Horrores” um ano antes.

 Três pessoas que participaram do filme, também participaram da franquia James Bond. Anthony Zerbe (Roger Stuart) apareceria em “007: Permissão para Matar”, de 1989, enquanto que Christopher Walken (Johnny Smith) seria o vilão de “007: Na Mira dos Assassinos”, além de Michael Kamen, que compôs a música de “007: Permissão para Matar”.

 O “suor” na cara de Christopher Walken, durante a sequência do “quarto em chamas” era, na verdade, um produto químico, feito para protegê-lo do calor das chamas, que havia sido borrifado nele com spray. O efeito obtido, e que não havia sido planejado, acabou sendo tão surpreendentemente dramático que Cronenberg deixou a sequência intacta.

 David Cronenberg queria mudar o nome do personagem de Christopher Walken: “Eu nunca batizaria alguém com o nome de Johnny Smith”, ele disse, mas no fim acabou deixando como estava em prol da lealdade ao romance de King.

 Na época em que Michael Kamen estava compondo a trilha do filme, em Londres, era comum ele as tocar em seu próprio piano. Ele recebeu várias reclamações dos vizinhos que diziam “Você pode parar de tocar essa música, por favor? Não consigo dormir e está fazendo minha família ter pesadelos.”

 O poema que Johnny lê no começo do filme é “O Corvo”, obra mais famosa de Edgar Allan Poe.

• Há rumores de que Stephen King queria que o comediante Bill Murray (“Os Caça-Fantasmas”; “Feitiço do Tempo”) interpretasse Johnny Smith.


CURIOSIDADES COM SPOILERS

 Na cena da “guerra nuclear”, Greg Stillson (Martin Sheen) ameaça cortar a mão de um sujeito e colocá-la da tela do scanner para poder entrar numa sala. Uma versão anterior do roteiro de fato mostrava Stillson atirando num homem e usando a mão do cadáver no scanner.

 Um final rejeitado mostrava Johnny Smith sobrevivendo aos tiros e, já no hospital, prevendo um ataque contra sua namorada, para então voltar ao coma e morrer logo depois.

 Na cena em que Sarah está chorando e abraçando Johnny, ouvimos-a dizer para Johnny que ela o ama, mas já que sua boca estava escondida, nunca a vemos pronunciar as palavras. Isto porque, no roteiro original, não havia essa fala, que só mais tarde foi dublada, para que houvesse um final mais emocional para Johnny.


TRAILER